31 de Ago de 2009

Festas de Agosto

Por tradição, Agosto é o mês das festas. Na Nave começaram no dia 2 com o encontro anual dos marinheiros do Concelho do Sabugal (15º) organizado pelos manos André – António e Isaías.
Com o empenho que lhes é peculiar na arte de bem receber, certamente que todos os colegas irão recordar o dia.
Nestes dias recorda-se com alguma emoção os tempos idos, as missões mais ou menos arriscadas da época das andanças pelos mares já muito navegados...
O dia começou com a santa missa presidida pelo Sr. Padre Américo, que lembrou os camaradas já falecidos e familiares. A animação ficou a cargo da Fátima Lages e Lurdes Fernandes, que com as suas vozes harmoniosas e escolha dos cânticos, contribuiram para que toda a assembleia se associasse em uníssono.
Parabéns Isaías e António.
No dia 8 casaram na Igreja Matriz a Lídia Galhano e Julien Marques.
Foi uma cerimónia muito bonita. Oxalá que mantenham acesa a chama das promessas feitas no altar e que os seus sonhos de vida em comum se realizem plenamente.
No dia 9 realizou-se outro convívio, este de solidariedade.Tudo se conjugou para que cerca de uma centena de Navenses, confraternizassem em ambiente aberto e fraterno, sendo a animação uma constante. E para dar mais colorido não faltaram na decoração os balões, a quermesse, o jogo do cântaro (onde participaram crianças jovens e adultos , sobretudo as meninas da geração dos 50 e 60), o jogo do saco (para crianças), o jogo da malha para os homens (grande destreza), o jogo das cadeiras e do lenço.
De realçar a alegria na participação das crianças e jovens e já com grande sentido de solidariedade.
Uma forma original de colaborar foi o Duarte Portas colocar à disposição dos mais pequenos o prazer de montar no seu belo equídeo. As voltinhas não foram de borla, contribuindo assim para juntar ao total angariado.
Serão as novas gerações que farão desaparecer algumas barreiras que ainda dividem a familia Navense.
Pela tardinha, não faltaram as febras assadas e bem regadas...
O principal objectivo do convívio era dar mais um contributo para a finalização das obras do lar da Associação do Divino Santo Cristo.
Se o homem sonha e a obra nasce, também o homem lhe deve dar continuidade...
Como Associação que é, quantos mais sócios melhor. Associem-se os que puderem, esclareçam-se sobre o seu funcionamento, e discutam o seu futuro.
Agradecemos aos nossos patrocinadores:
Comandante Horácio Gata Metelo
José Gralha
Tó Gralha e
Manuel Barbosa (que também contribui com um boa verba e a quem desejo boas e rápidas melhoras assim como aos doentes da nossa terra. Rápida recuperação).
Os nossos agradecimentos, para todos os que colaboraram com toda a disponibilidade e também aos que generosamente ofereceram os salgadinhos os bolos e o empréstimo da arca congeladora.Grande lição de partilha.
Bem hajam.
No dia 13 de Agosto, realizou-se a tradicional festa de Santo António, a segunda festa religiosa com mais impacto nos Navenses.
Como é habitual os mordomos puseram todo o saber e grande empenho na organização com grande graciosidade na decoração nas nossas sumptuosas igrejas e no andor de Santo António a que não foi alheio o Sr. Padre Américo pelos elogios proferidos.
Parabéns.
No dia 14 foi o culminar das festas, com a grande capeia raiana. Mais um ano se verificou que há muita juventude que ela está apostada em dar continuidade às nossas tradições. Força rapazes...
Mas para encerrar, as meninas também deram provas de grande bravura. OLÉ...
Até à próxima e que a nossa terra não seja esquecida no que ela tem de melhor. Os nossos valores...
Mª. Amélia Rosário



























Para ler a "reportagem", aceda aos comentários ao "post" anterior.

16 de Jul de 2009

Programa da Festa a favor do Centro da Nave

Por favor clique na FOTO para ficar legível








5 de Jul de 2009

Festa-Convívio a favor do Centro da Nave

Navenses :

Um grupo de Amigos da Nave vai realizar no próximo dia 9 de Agosto de 2009 uma festa- convívio, para angariar fundos para esta obra social que todos devemos acarinhar.

Participe com a sua presença, o seu garfo e vontade de se divertir e ajudar.

EM BREVE SERÁ DIVULGADO O PROGRAMA.
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25 de Mai de 2009

Encontro de Marinheiros - Concelho do Sabugal


Avisam-se os antigos e actuais Marinheiros do concelho, que o próximo convívio anual se realiza na Nave, no próximo dia 1 de Agosto de 2009. Podem trazer as famílias e amigos.

Por favor contactem :

António André - tlf 210883482 - tlm 933401889
Isaías André - tlf 212531334 - tlm 913862032
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10 de Mai de 2009

A Festa do Santo Cristo









No passado domingo, 3 de Maio, realizou-se com grande entusiasmo de todos os Navenses presentes (e eram muitos) a nossa grandiosa Festa do Santo Cristo, dia em que foi evocada a Santa Cruz, o dia do Bom Pastor e o dia da Mãe, motivos suficientes para todos os crentes viverem o dia em pleno.

Como é tradição, nas festas o povo gosta de misturar o sagrado e o profano; o recolhimento e a oração coexistem pacificamente com o bailarico e o fogo de artifício, e tudo o mais que seja pretexto para matar saudades da terra, da família e dos amigos.

Mas para o próximo ano (o dia 3 de Maio será 2ª.Feira) não se poderá talvez contar com tantos conterrâneos nossos e seus familiares, especialmente os filhos e os netos. Embora em dia de semana as festas mantenham o mesmo calor humano, há menos gente e menos confraternização, pois faltam muitos dos que gostariam de lá estar e não podem, para não faltar aos seus empregos ou estabelecimentos de ensino.

E é pena que não possam estar todos, porque foi com grande emoção que verificámos o entusiamo da juventude, participando na procissão, levando os andores e as bandeiras.

Bom seria que a Festa fosse sempre ao fim de semana ! E se fosse no primeiro domingo de Maio, até coincidia todos os anos com o dia da Mãe ! E seria mais apelativo para muitos, especialmente os mais novos, em cujas mãos está a continuidade das nossas tradições...

Não tardará muito que, com o envelhecimento dos poucos residentes que ainda permanecem na terra, se tenha de pensar em alternativas para que a festa perdure através dos tempos, já que para a sua realização são necessários meios financeiros e pessoas com grande disponibilidade, como é o caso dos mordomos, para apelarem à generosidade de todos os conterrâneos.

Neste ano havia apenas uma mordoma residente na Nave (a Maria de Fátima), o que nos deve levar todos a reflectir.

No rescaldo da Festa deste ano, que certamente deu muito trabalho, preocupações e insónias aos mordomos cessantes, gostaria de lhes exprimir aqui o meu voto de louvor, pelo seu empenho e dedicação!

Lembrar os que partiram

Nestes dias de festa também lembramos os que já partiram para a eternidade. Recordo aqui a minha amiga Felisbela Costa, que faleceu no Hospital de Santa Maria em Lisboa, no dia 28 de Abril. Era ela que nos deliciava com os seus artigos "NAVENSES RECORDANDO".
Já bastante debilitada e com dificuldade em se expressar, me disse que tinha mais artigos (que nos avivariam memórias passadas), para serem publicados no nosso Jornal "Nordeste".

Mulher de fibra, grande lutadora, de uma vontade férrea, inteligência invulgar e com uma grande dignidade, provada nos últimos dias de vida, pela forma como aceitou o sofrimento.

A sua irmã Rosa, que é também Irmã numa congregação religiosa, acompanhou-a na sua derradeira etapa terrena, tentando minorar o seu sofrimento; não lhe faltou ajuda espiritual, apoio médico, presença, entrega, coragem. Teve também a ajuda da Filomena Alves e do marido, que lhe prestaram todo o apoio. Se os familiares e amigos são para os bons e maus momentos da vida, ficou bem demonstrado nas suas acções. Mereces descansar em paz, Felisbela...

Também faleceram os nossos amigos:
Isabel Maria Antunes e António Fernandes Fonseca.
A todos os familiares os meus sentidos pêsames.

Maria Amélia Rosário

Fotos: Catarina Malcato e Isabel Manso
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26 de Mar de 2009

Campanha de Solidariedade

Caros Amigos

No concelho do Sabugal podemos encontrar um pequeno lugar que hoje conta com pouco mais de 200 habitantes mas que significa muito para todos nós. Falo obviamente da nossa Nave.

Já tenho a minha vida estabelecida a mais de 300 kilómetros de distância, mas os laços que me unem a esta terra jamais desaparecerão, não fosse este o lugar onde o meu pai nasceu e passou a sua juventude ou onde os meus avós sempre residiram.

Os tempos passam e os nossos hábitos mudam, mas nada poderá apagar as nossas raízes. Por mais que algum de nós possa pensar os ventos de mudança farão invariavelmente com que a nossa Nave caia no esquecimento, cabe a nós fazer com que tal não aconteça.

Cabe a nós dar vida e movimento a este lugar onde estão escritas linhas da nossa vida e da nossa história. Escrevo este texto para todos vós para apelar à nossa capacidade de mobilização e unir-nos de forma a podermos contribuir por causas que tão bem fazem à Nave.

Recentemente, tive a possibilidade de conhecer o Centro de Dia da Nave que possibilita condições dignas e acolhedoras a todos aqueles que o frequentam.

Trata-se assim de um projecto que qualquer um de nós Navenses nos podemos e devemos orgulhar. Não sendo possível a presença de cada um de nós no dia – a – dia deste lugar com um espaço guardado no coração, podemos sim ajudar a fortalecer aquilo que assume tanta importância para o quotidiano da Nave e que presta um auxilio tremendo aos seus habitantes – nosso amigos e especialmente familiares.

Em Maio de 2008, presenciei na Festa de Santo Cristo um movimento na nossa aldeia como jamais houvera avistado. Tratou-se de um sinal claro que a Nave está longe de parar e que o seu povo por mais distante que possa estar, continua a demonstrar interesse e paixão por ela.

Pensei para mim que podemos e devemos continuar a demonstrar este interesse e paixão pela nossa terra, colaborando com aqueles que todos os dias marcam presença na Nave e ajudam os nossos. Uma simples contribuição pode fazer muita diferença para um Centro que ajuda a manter vivas as tradições, o convívio e as amizades da nossa terra.

Assim, seguindo o exemplo dos meus pais, decidi depositar mensalmente uma quantia na conta do Centro de Dia. Lanço o repto para que todos vós façais o mesmo, contribuindo de forma activa para a estabilização do Centro, que tanto bem faz pela terra de todos nós e consequentemente, tanto bem nos faz a nós.

Pensem neste repto... Pensem nos nossos amigos e familiares...Pensem na nossa Nave.”

Hugo Malcato
25 anos
Nascido em Lisboa

Faça a sua contribuição para a Associação Social de Idosos do Divino Santo Cristo da Nave
através da conta: 0035 0702 0002 0862 2301 3 (Caixa Geral de Depósitos)

22 de Mar de 2009

Amigos da Nave

O mês de Maio está próximo e logo com um fim-de-semana prolongado, coincidindo com o dia 3 de Maio, data da celebração da nossa grandiosa festa da Santa Cruz. Vamos viver mais um dia grande na nossa terra, avivando memórias passadas, momentos também de reflexão e preces, convívio com todos os que nos visitam.
Todos seremos poucos para encher a Capela do Santo Cristo, a Igreja Matriz (no Natal estava esplendorosa), as nossas ruas com a procissão, as nossas casas em convívio familiar, a praça ou o largo da Matriz para um pezinho de dança!...
Dentro em breve será encurtada a distância entre a Nave e "o resto do Mundo", quando o Aeródromo estiver a funcionar em pleno. FORÇA RAPAZES !... Força Tó Fernandes.
Que o empreendedorismo chegue à nossa terra por jovens empresários, que conhecem bem a região.
Talvez um dia a Nave esteja inserida num roteiro turístico. Motivos não faltam: casas senhoriais, três belas Igrejas, o Cruzeiro do Chafariz e as cruzes das Alminhas (5 caminhos). O mais recente monumento é o Senhor do Encontro, que parece abraçar a nossa terra. Todos com histórias de encantar.
A seguir virá o Turismo Rural com a recuperação de mais habitações, algumas delas a ruir. Tudo será bom para fixar mais gente na nossa terra.
E as grandes caçadas, como havia outrora? Faço um apelo ao Sr Rui Metelo, amante deste desporto, para que reanime esta actividade, já com tradição na sua família.

Maria Amélia Rosário

13 de Fev de 2009

A Festa dos 100 Anos da minha avó Helena
























Helena Pires, mais conhecida pela Helena do Amadeu Nibau, tem uma filha, dois netos e três bisnetos. Chegou,no dia 7 de Fevereiro de 2009, aos 100 anos de idade, embora a própria nunca admitisse que tal viesse a acontecer.

É natural de Nave e raramente saiu da aldeia. Detesta andar em veículos motorizados, porque enjoa, e quando tem que o fazer fá-lo sempre com um enorme sacrifício! Os seus meios de transporte favoritos eram a “burra”, ou a carroça atrelada à mesma, e o carro puxado pela possante junta de vacas que o seu falecido marido ministrava! Mas isto são tempos que já lá vão e que ainda recorda com saudade! O acontecimento foi motivo de festa na aldeia, pois não há memória de alguém da terra ter chegado aos 100 anos de idade!

Estiveram presentes, sensivelmente, 100 pessoas que calorosamente a presentearam com a sua presença. Foi um momento muito especial para todos: é notória a estima e carinho que as gentes da nossa aldeia revelam pela Ti Helena!

Não sabemos ao certo a que se deve tal longevidade! Serão os genes? É possível! Mas uma coisa todos sabemos: é uma pessoa simples que viveu de forma simples, toda uma vida cheia de trabalho e com muita fé. Sim, muita fé! reza todos os dias, pela família e por toda a gente da aldeia! sempre gostou muito de rezar! ainda hoje recordo com muito carinho e saudade todas as orações e cânticos que me ensinara junto à lareira…

Sempre conheci a minha avó de postura curvada. Tinha eu os meus cinco anos de idade quando vi os meus avós pela primeira vez – viera com os meus pais passar umas férias, à então chamada metrópole. Questionara-a muitas vezes do porquê da sua postura curvada … . Pensava eu que esta, talvez, lhe provocasse alguma dor. Não! Dizia ela. Era devido ao peso que havia carregado às costas desde muito nova …

Felizmente, ainda vive com saúde! Embora tenha bastantes dificuldades de audição e visão. Toma apenas um único comprimido por dia, depois do almoço, para não acelerar o seu problema de visão.

Só me resta desejar-lhe, muita saúde, carinho e amor na companhia de todos nós.

Bélita Manso
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10 de Fev de 2009

CAMPANHA DE SOLIDARIEDADE

Mais uma vez venho lembrar que, no preenchimento da declaração do IRS, não nos esqueçamos de consignar 0,5% do nosso Imposto, - no Quadro 901 -, para que o Estado atribua essa verba à Associação Social de Idosos do Divino Santo Cristo da Nave – Nº de Contribuinte 503 449 318. (Para o contribuinte não há encargos, conforme já foi dito anteriormente, e pode ser confirmado nas Finanças).

Mais donativos recebidos :

Sr. Rui Pina Metello ............................... 1000 Euros
Sr. António Gralha (Tó) ........................... 1000 Euros
Professor Doutor José António Esperança Pina .. 500 Euros
Anónimo .............................................. 100 Euros

E a CAMPANHA CONTINUA !
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Festa dos 100 anos da Ti Helena


















Fotos de Isabel Manso

No dia 7 de Fevereiro de 2009 a Nave esteve em festa, para festejar as 100 Primaveras - um século de vida - da Senhora D. Helena Pires, mais conhecida por Ti ' Helena, como é tradição chamar as pessoas de idade na nossa terra.

Esteve rodeada de muitos familiares e amigos, que com ela quiseram brindar e festejar o dia.

Foi servido um lauto lanche nas instalações da Associação de Idosos, para cerca de 100 pessoas.

É a pessoa mais Sénior da Nave e segundo nos informaram, a única centenária das últimas
décadas. Merece novamente os parabéns pela sua vida exemplar e pela sua longevidade...

Para a sua qualidade de vida e longevidade contribuiram certamente os familares directos,
que com ela privam no seu dia-a-dia no aconchego do lar, sobretudo a sua filha Maria Teresa
e o seu genro José Manso, pelos cuidados que carinhosamente lhe prestam.

A tia Helena ainda é autónoma e em certas tarefas mantém muitas das suas faculdades.

Numa das visitas que lhe fiz conheceu-me pela voz.

Nunca esqueci as idas à sua casa quando tinha as nogueiras enormes no quintal e me dizia:

- olha filha, não tenho nozes em casa vai ao quintal. E lá ia eu apanhar as que havia no chão.
Que saudades que tenho dessa época...

Ti Helena, prometo que para o ano lhe mandarei um beijinho de parabéns por mais um ANIVERSÁRIO.

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31 de Dez de 2008

Natal de 2008

A quadra natalícia, pelo seu simbolismo, é uma época propícia à celebração dos nossos valores, como estar em família, em paz, e com amigos. É também uma época de partilha.

Para quem não pôde celebrar o Natal na nossa terra, ficam as imagens.














Os símbolos permanecem iguais: o presépio e a fogueira. Mas a “desertificação” é que torna diferentes os Natais de hoje em relação aos de outrora: quase não há crianças residentes, acabou o “quer que cante ou que reze”, as portas das casas estão fechadas, as ruas ermas.

Na noite da consoada, continua o bacalhau como Rei; no almoço de Natal, as matanças do porco são escassas, portanto a carne de porco foi substituída pelo peru, pela galinha, pelo borrego, ou até pelo polvo; são as modernices, para quem pode tê-las !...

As pessoas que restam, mantêm a chama viva da tradição, e é sempre Natal.

Este ano, à hora de repicar os sinos para nos aquecermos à fogueira, porque a noite estava gélida, um grupo de amigos começámos logo na estrada a entoar cânticos de Natal, para acordarmos a aldeia, mas apenas as pedras da calçada nos ouviram; ninguém nos convidou para beber um copo, como antigamente ! Já nem na fogueira há comes e bebes, como quando havia mordomos do Menino Jesus... Tudo muda !

Mas no largo da Igreja, junto à fogueira viram-se algumas crianças a saltitar e a vibrar com as labaredas, e houve até altas horas da noite, quem acordasse com foguetes ou com “bombas” que alguém meteu no meio dos tocos.

Ou a malta andava quente, ou não arredaram pé da fogueira!

Ficam votos para que no ano que vem se mantenha a tradição, apesar da “crise”.

Vamos ser optimistas: que em 2009 estejamos sempre com o espírito do Natal !

BOM ANO PARA TODOS !

Maria Amélia Rosário
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17 de Dez de 2008

O Natal dos anos 50 e 60



Não havia noite tão desejada em todo o ano como a noite de Natal, em que as famílias muito numerosas se juntavam à roda da lareira, sentados nos bancos de madeira ou em cadeiras de palha, esperando pelos familiares, alguns já emigrados na França e Alemanha, outros por paragens mais próximas.

Não faltavam à mesa as filhoses, o arroz doce, o bacalhau e as couves etc. A carne de porco (havia quem fizesse a matança na véspera) ou a galinha ficavam para o dia de Natal. Tudo feito nas panelas de ferro, que dava um sabor especial à ceia. Enquanto a ceia era preparada, os mais jovens preparavam-se para o "quer que cante ou que reze".

Percorria-se a aldeia de porta a porta dos mais abastados, com um cestinho ou saco. Era uma festa para todos. Os mais velhos ensinavam os versos que se deviam cantar para se receberem: castanhas, nozes, maçãs, enchidos, tostões (poucos).
Lá iamos cantarolando os sons graves das quadras, com os tamancos que já atordoavam os vizinhos. E depois:

Estas casas são muito altas
Forradinhas de alecrim
Viva quem nelas habita
Que é o Senhor Joaquim

Levante-se lá senhora
Desse banco de cortiça
Venha-nos dar a janeira
Ou morcela ou chouriça

Levante-se lá senhora
Desse banquinho de prata
Venha-nos dar a janeira
Que está um frio que mata

Ou o presunto é grosso
Ou a faca não quer cortar
Esta barba de farelo
Não tem nada que nos dar

...E havia mais quadras!

Quando as pessoas estavam mal humoradas e não gostavam da paródia, continuava a algazarra...belos tempos!...No final distribuiam-se os géneros pelos que mais precisavam (menos as nozes...).
Depois da euforia pensava-se na ceia melhorada da consoada. Não havia consoada sem o chefe de família rezar por todos os presentes e ausentes, vivos e defuntos.Os mais novos pediam a benção e beijavam a mão aos pais.

Continuava o convívio até que os sinos da Igreja repicassem para anunciar que era a hora de se acender a fogueira do Natal, feita como é hoje no largo da Igreja Matriz. Na altura ainda se "desviavam" os troncos de carvalhos, pinhos, castanheiros, giestas, sem que alguns donos se apercebessem.

Toda a gente se aquecia com aquelas labaredas com metros de altura e muitas chispas... era um espectáculo muito curioso, pois para além do braseiro, havia o convívio de toda a gente da aldeia, onde não faltavam os tremoços, figos secos, o vinho e às vezes as filhoses que os mordomos do Menino Jesus e populares ofereciam. Era noite de partilha!... era Natal... a rapaziada, essa, a noite era deles...Não havia televisão, nem Net, nem Discotecas...

O frio gélido não era impedimento para nada... pois já estavam bem quentinhos.
Para os mais jovens era altura de colocar o tamanquinho na chaminé!...
Mas o Deus Menino (na altura o Pai Natal andava à procura das Renas)estava sempre em crise...Os presentes eram muito simples. Às perguntas sobre a razão de os presentes serem quase sempre os mesmos, vinha a resposta de que havia sempre quem não tinha nada no tamanquinho. E nós encolhíamos os ombros e pensávamos logo no ano seguinte, no grande significado do NATAL, que deveria ser para todos e todos os dias.

Dia de Natal... fato domingueiro!...os sinos voltavam a repicar para convidar a assistir à missa, visitar o presépio feito de musgo e com muitas figurinhas.A fogueira estava acesa, mesmo que chovesse ainda havia um grande braseiro, que continuava a aquecer quem com toda a sua devoção ia assistir à celebração da missa. A meio da celebração beijava-se o Deus Menino depositando na bandeja dos mordomos a oferta.Tradição que se mantém. E como no Inverno os dias são mais curtos, rápido se passava o dia. No dia seguinte já se pensava no próximo dia de Natal.E velozmente se passaram tantos Natais, cada vez mais diferentes!...

BOAS FESTAS

Mª. Amélia

14 de Dez de 2008

Capeias

Recordemos a capeia de 2008 e a nocturna de 2008 .
Obrigado aos Navenses que colocaram os videos no Youtube !
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5 de Dez de 2008

NAVE DA RAIA

Soubemos recentemente de mais uma presença da Nave na Internet. Trata-se do "NAVE DA RAIA", site de qualidade, que pode ser visto aqui . Lá podemos ver informações diversas sobre a nossa terra, e centenas de fotos (algumas históricas), dos nossos amigos e familiares, nas festas e convívios que se têm feito nos últimos anos, e que os cibernautas navenses poderão consultar e divulgar aí em casa.

Um abraço fraternal aos nossos "colegas" do "Nave da Raia". Continuem.
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4 de Dez de 2008

DIA DOS SANTOS


(Artigo publicado no Jornal "Nordeste" de Novembro de 2008)

No dia de Todos-os-Santos, às 16.30 houve a celebração da Santa Missa, onde o Sr. Padre evocou todos os Santos, deixando à reflexão de cada um que não nasceram Santos mas sim que se fizeram através dos seus actos...
À saída da igreja foi um reviver de memórias de tempos idos, no encontro com amigos.
Segundo a nossa tradição, não faltaram à mesa os tradicionais bolos dos Santos (já não são feitos nos fornos da Nave mas também são apetitosos). Ainda se distribuem aos afilhados, mas por ironia do destino há mais afilhados que padrinhos, pois muitos já não fazem parte do mundo dos vivos.
Também não faltaram as castanhas, ainda que este ano não seja um ano de abundância; deu para matar saudades. Nesta altura não falta a solidariedade de amigos e vizinhos que repartem com quem já nem tem força para as ir apanhar. Também neste dia se faziam os magustos e para os mais afoitos nem se esperava pelo S. Martinho para ir à pipa e provar o vinho. Tudo isto é passado!...

ROMAGEM AO CEMITÉRIO

Realizou-se este ano no dia 2 de Novembro, dedicado ao fiéis defuntos, a romagem ao cemitério, para prestar homenagem aos nossos entes queridos e amigos que já partiram e que se recordam com muita saudade.
Foi um misto de emoções, pois revêem-se amigos que se deslocam à nossa terra, formando uma grande moldura humana como há muito não se via. São muitos os nossos conterrâneos que continuam nesta peregrinação terrena.


SOLIDARIEDADE

Falando da ligação à nossa terra, vale a pena viver porque há ainda muito para fazer!
Vamos arregaçar as mangas. A união faz a força!...
Foi lançado recentemente um apelo à solidariedade de todos, para angariar fundos para as obras do Lar da Associação do Divino Santo Cristo, como já foi referido em números anteriores do Jornal Nordeste. É um desafio para todos os Navenses.
Pela receptividade que temos verificado nos contactos realizados, constata-se que os filhos da Nave continuam fiéis às suas raízes e atentos ao que nela se passa. O jornal Nordeste muito tem ajudado a difundir a mensagem.

Para qualquer contacto, o nº de telefone da Associação do Divino Santo Cristo é : 271 605 530

Entretanto, começaram a chegar os donativos :

Comandante Horácio Pina Metello – 500 Euros
Anónima – 50 Euros
Rui Pina Metello - 1000 Euros

Como estamos a entrar na época natalícia, desejamos a todos os conterrâneos e ao Sr. Padre António, um Santo Natal.

Maria Amélia N.P.Rosário

29 de Out de 2008

Almoço do bucho raiano a 8 de Novembro

A Confraria do Bucho raiano, marcou já para o próximo dia 8 de Novembro, sábado, a realização do almoço anual do bucho em Lisboa, o qual voltará a realizar-se na Casa do Concelho do Sabugal. Almoço da Confraria do Bucho Raiano
"A Confraria do Bucho Raiano, surgiu em 2007 e o seu primeiro acto foi a realização de um convívio, tendo em vista a apresentação da iniciativa e a promoção da iguaria gastronómica que dá nome á agremiação. Esse primeiro almoço aconteceu no dia 17 de Novembro de 2007, na Casa do Concelho do Sabugal em Lisboa, juntando cerca de 60 pessoas. Já no ano corrente, realizou-se um segundo almoço de bucho, desta feita em Aldeia do Bispo, no concelho do Sabugal. Foi no domingo gordo, dia 3 de Fevereiro, tendo comparecido cerca de 50 convivas.
Entretanto foi crescendo o número de inscritos na Confraria, pelo que se impõe a realização de mais um almoço anual, tendo por objectivo reviver mais um momento de amizade e de divulgação, mas também ter uma oportunidade de relançamento da confraria. A agremiação necessita de ter vida própria, promovendo iniciativas e congregando esforços no sentido da divulgação do bucho e da demais gastronomia tradicional da raia sabugalense.
As inscrições estão desde já abertas, mas alerta-se que serão limitadas, por uma questão de espaço. Assim, quem pretenda participar no almoço do bucho raiano, poderá telefonar para a Casa do Concelho do Sabugal (218403805), ou através do e-mail confrariabuchoraiano@gmail.com. plb"

"O Bucho é a peça mais peculiar do enchido raiano. É preparada com pedaços de carne do porco dos ossos, cabeça, rabo e orelha, que, após colocada em vinha de alhos, dá enchimento à bexiga ou ao palaio do porco. Depois de cheio o bucho dependura-se com o demais enchido nos varais do fumeiro.
O Entrudo, em especial o Domingo Gordo, era a ocasião propícia a comer o bucho, sendo da tradição que a família se reúna em convívio para se refastelar com a peça. Confecciona-se introduzindo-o numa larga panela de ferro, envolto em pano de linho, que evitará que rebente durante a fervedura. Mantido em lume brando, o cozimento durará pelo menos três horas, após o que irá à mesa dentro de barranha de barro, ladeado por batatas cozidas e abundância de grelos de nabos, cujo marujar servirá de desenfastio."


In Blog "Capeia Arraiana" .
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De comer e chorar por mais ...

No site do Município do Sabugal há uma referência à gastronomia do concelho, que não resistimos a reproduzir, porque até faz "água na boca" :

Gastronomia "Na gastronomia, o Sabugal é realmente um vencedor. Esta é uma das formas que encontra para surpreender quem o visita. Terra da pesca da truta, da caça ao coelho bravo, javali e outras peças de caça, da criação de cabritos, do queijo da Serra da Malcata, entre outras. Desde há muitos séculos que estas actividades são práticas deste povo, onde são transmitidas de pais para filhos, numa cadeia que ainda não se quebrou. Tais actividades enriquecem a gastronomia sabugalense. Constam na gastronomia sabugalense os mais variados pratos, nomeadamente, o cabrito assado, enchidos, queijo, bolo pardo, filhós, esquecidos e marroqueiro, pão de ló, chanfana, bucho, caldo de vagens secas, caldo escoado, tapioca, espumas doces e bicas, arroz de lebre, borrego assado, trigo podre, bolo dos santos, castanhas, feijoada, bolo saloio, queijo da serra, presunto, sopa seca, sopa de couve, sopa de cavalo cansado, feijão com pão, ensopados, farófias, trutas do Rio Côa, javali, pão leve, coelho bravo, caça, aletria, queijo de cabra, rabanadas, cóscoreis, ovos pintados, caldo verde, papas de milho, cozido à Portuguesa, fatias douradas, caldeirada de cabrito, pita amarela, ovos esquecidos, santoros e peixe do Rio Côa.

Contudo, os pratos tipicamente mais conhecidos são:

Caldo verde;
Cabrito na brasa;
Coelho bravo;
Javali;
Enchidos (dos quais têm fama a chouriça, bucheira, bucho, farinheira e morcela);
Truta do Rio Côa;

Na Gastronomia doce temos:

Arroz Doce;
Farófias;
Bolo Saloio;
Biscoitos "Os Esquecidos";
Papas de Milho"

Agora que estamos quase nos Santos e no Natal, 'bora fazer um prato típico ? Vá. Eles escolhem, elas fazem, eles provam (ou vice-versa...) e todos comem e celebram, na santa harmonia da festa...

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10 de Out de 2008

Declaraçõs do Presidente da Junta

Veja e ouça José Damas Manso a falar dos Projectos da Associação do Divino Santo Cristo da Nave .
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14 de Set de 2008

História da Nave


Texto adaptado do Livro "Terras de Riba-Côa - Memórias sobre o Concelho do Sabugal" , 2ª edição, de Joaquim Manuel Correia - Pgs. 191-194. Ano: 1893)

"A Nave fica localizada na margem esquerda da ribeira que banha o Soito, Nave e Aldeia da Dona e passa perto de Badamalos, onde toma o nome de Beluiz, indo depois juntar-se ao Rio Côa. Está a 14 quilómetros a Este do Sabugal.
Era muito abundante em águas, havendo por isso, nas margens da Ribeira belas veigas e lameiros com frondosos amieiros, freixos e outras espécies.
Apesar do clima ser frio, havia muitas vinhas antes do aparecimento da filoxera, dando depois lugar a vides americanas, sendo dignas de menção as pertencentes ao distinto Oficial de artilharia, José Maria Marques, de Aldeia da Ponte, sobrinho do falecido Reitor.
Colhia centeio, trigo, batatas, feijão, milho, grão de bico, fruta, hortaliças, bom linho e muita castanha. Os soutos de castanheiros da Nave eram notáveis não só por serem em grande número, como pelos belos e seculares castanheiros que existiam e alguns de tamanhos gigantescos. É porém de notar que a maior parte deles pertenciam a pessoas doutras povoações, sendo por vezes o terreno do domínio doutros, geralmente da Nave.
Foram plantados em tempos imemoriais em terrenos públicos, de que mais tarde foram tomando posse outros individuos, tendo o proprietário do terreno respeito pelo dos castanheiros. A respeito da apanha das castanhas existia uso ou tolerância antiga, que consistia em poder apanhá-las quem quer, passado do dia de S. Martinho, costume que existia também no Sabugal e noutras povoações onde há castanheiros.
A Nave é uma povoação muito antiga, dizendo-se que era já habitada no tempo dos Romanos. Efectivamente no seu limite têm aparecido sepulturas atribuidas à época em que eles dominaram a península, assim com algumas vasilhas de barro.
Em 1477 existia ali um Convento de Freiras, instalado, segundo se diz, no local onde tinha a sua residência o Sr. Augusto Jerónimo Metelo de Nápoles e Lemos, opulento proprietário da Nave. Acabou por causa das guerras com Castela, indo as Freiras para Almeida onde fundaram outro Mosteiro.

Era da invocação de Nossa Senhora do Souto. Foi fundado por três Irmãs da familia dos Falcões de Pinhel, chamadas Grácia da Coroa, Ana da Conceição e Branca da Assunção, às quais se asssociaram outras mais. Do Convento que elas fundaram em Almeida sairam as fundadoras dos Mosteiros de S.Vicente da Beira e da Madre de Deus de Aveiro.
Diz-se que a Capela de Santo Cristo que existe na povoação da Nave pertencia ao extinto Convento.
Esta povoação foi incendiada em 1642 pelos Castelhanos. Da Nave saiu em 29 de Agosto de 1643 o Governador da Beira, D. Álvaro Abranches, para tomar Albergaria, que ficava no Reino vizinho e tinha 300 vizinhos, não conseguindo o intento (“Portugal Restaurado, T.2º, pág. 8). Levava 6.000 Infantes, 2 peças e 400 cavalos.
É dessa época o cruzeiro do chafariz, que ainda podemos apreciar, datado de 1648.
Foi na mesma ocasião destruida a Igreja Paroquial, que mais trade foi restaurada. Mas nunca perdeu o nome de Igreja Matriz. Tem à direita e a poucos metros de distância uma elegante e elevada torre. Uma das poucas que há no Concelho do Sabugal.
Em época que não se pode determinar foi mandado apear o telhado para nela se fazerem os enterramentos, construindo-se mais tarde o cemitério em volta.
Nela existe uma pedra tumular, sobre a supultua de D.Justina da Fonseca, senhora extremamente virtuosa. Nessa vê-se uma inscrição, da qual consta ter falecido em 18 de Agosto de 1888 e ter deixado a quantia de 50,000 reis para a conclusaão das obras da Igreja, além de muitas esmolas aos pobres.
Foi casada em segundas núpcias com José Joaquim Ribeiro, que por morte dela voltou para a Miuzela, sua terra Natal.
Enquanto a Igreja Matriz não foi reparada servia de Igreja Paroquial a Igreja de Santo António.
Edificada no meio da povoação, em estilo moderno, mas solidamente construida. Tem um coro e púlpito regular e a capela-mor está muito bem ornamentada. O altar-mor é de boa talha dourada. Nas paredes da capela-mor existem sete quadros regulares.
Ao lado da capela-mor vê-se uma inscrição da qual apenas se pode copiar o seguinte:
D. LUIS DE O TAVARES
TUDO POREMBARCAR AL...
(ELEVS) OCEONOSARRE’......
DANDO......................................
Lê-se ainda ali a data, que parece de 1753. A inscrição está relacionada com a lenda da capela. Vendo-se um individuo – D. Luis de O. Tavares? Em eminente perigo de morrer no mar, fêz um voto a Santo António, prometendo mandar erigir-lhe uma capela e um altar . Ficando salvo da tempestade, cumpriu o voto mandando edificar a Igreja e o altar nesta povoação.

A Igreja de Santo António serviu de Igreja Paroquial durante muitos anos, mas como era muito pequena para a população, a necessidade obrigou os vizinhos a restaurar a Igreja Matriz e que foi naturalmente construida nos tempos em que a Nave era a sede de uma grande freguesia , a que pertenciam as povoações da Lageosa, Foios, Vale de Espinho, Vale das Éguas, Ruivós e Ruvina.
Ali vinham muitas vezes assistir à missa conventual os vizinhos dessas povoações, tão distantes especialmente as três primeiras.
O Reitor era da apresentação do ordinário. Apresentava os curas das referidas povoações.
Existiam na Nave muitos padeiros de centeio e trigo, sobretudo à moda espanhola, para o que tinham máquinas próprias. Iam vender o pão ao Sabugal, Covilhã e Guarda e a muitas povoações do concelho. No tempo próprio, iam muitos indivíduos da Nave para Espanha, indo até às proximidades de Salamanca, uns como gadanheiros, outros como tosqueadores de gado lanígero.

As corridas de Touros
Um divertimento que os da Nave não dispensam é a corrida do touro, uma ou mais vezes cada ano, assim como os do Souto, Vila Boa, Sabugal e outras mais terras do concelho, especialmente as situadas na margem direita do rio Coa. É o que se chama folguedo. O touro é alugado por indivíduos que os compram em Espanha para aquele fim. Geralmente recebia o dono do touro a quantia de 5.000 réis por cada folguedo.
O touro é corrido numa praça improvisada na véspera, cercada de carros bem cheios de lenha, no cimo dos quais o povo assiste à tourada.
Todos os rapazes são toureiros, picando o touro com grandes varas, de quatro ou cinco metros de comprimento, em cuja extremidade está cravado um aguilhão de ferro.
Mas a parte mais curiosa do folguedo consiste no forcão, espécie de grade, formada dum grande ramo ou pernada de carvalho, com uma grossa vara onde os galhos se atam e afastam, dando-lhe a forma triangular.
O rabeador, tal como um timoneiro, dirige esta máquina, levantando-a, desviando-a para que o touro não apanhe os 15 ou 20 rapazes que a cercam; e os 2 do garrochão, armados de grossos paus com longas choupas, defendem-se das investidas do touro, cravando-lhe os ferros dos garrochões, ao mesmo tempo que os das varas ou garrochas o distraem, fugindo a meter-se debaixo dos carros.
Infeliz do que se deixa apanhar, que fica estendido na arena, às vezes para não mais se levantar, como várias vezes tem sucedido. Mas, apesar disso, o divertimento deve ainda continuar, porque a Nave, como as mais povoações próximas de Espanha, tem grande predilecção pelas corridas de touros e, quando ali o não correm, vão assistir a corridas doutras povoações."

24 de Ago de 2008

Festa de Santo António 2008, na Nave

Celebrou-se no dia 13 de Agosto a tradicional festa de Santo António, um santo muito querido na nossa terra. Os mordomos tudo fizeram para cumprir a tradição, com um programa muito variado. Na véspera, fez-se um convívio com comes e bebes. No dia 14, mais uma vez houve garraiada, muito concorrida, conforme se comprova pelas fotos (da Graça Gralha !).
(clique nas fotos, para ver em formato maior)


































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7 de Ago de 2008

Celebrada festa de Santo Cristo

Reproduzimos com a devida vénia, a notícia publicada no Jornal "5 Quinas", sobre a festa do Santo Cristo de 2008.

"A tradição voltou a cumprir-se, este ano, com a celebração da festa de Santo Cristo na Nave. Os festejos decorreram, nos dias 2, 3 e 4 de Maio, com a presença de muitos devotos, não só da freguesia, como das terras vizinhas.
Os tradicionais festejos em honra e louvor do Santo Cristo, na Nave, também conhecidos por Santa Cruz, realizaram-se este ano, e como é habitual, nos dias 2, 3 e 4 de Maio.
A mordomia, constituída por José Fernandes, Vítor Galhano e os irmãos José António e Sérgio Malcato organizaram a festa, que todos os anos acolhe inúmeras pessoas, não só da freguesia, mas também das aldeias vizinhas.
Os festejos começaram no dia 2, dia do aniversário das almas da Irmandade do Santo Cristo, com a celebração de uma missa por alma dos irmãos falecidos. Tal como explicou ao Cinco Quinas o mordomo Vitor Galhano: «Esta festa é como que uma ramificação da Irmandade, já muito longínqua, histórica até, que tinha um perímetro bastante vasto, fazendo parte dela, irmãos do Soito, dos Foios, de Ozendo, de Vila Boa, da Nave, de Alfaiates, de toda esta zona circundante do concelho do Sabugal».
No dia 3, dia principal da festa em honra e louvou do Divino Santo Cristo da Nave, ouviu-se logo pela manhã o lançamento de uma alvorada «monumental». A Banda Filarmónica de Manteigas posicionou-se junto à Junta de Freguesia da Nave, e com a presença do autarca local, José Manso, procedeu-se ao içar das bandeiras da freguesia, das Comunidades e de Portugal, onde se cantou o hino nacional a viva voz, acompanhado pela Filarmónica.
Seguiu-se a tradicional visita à casa dos mordomos, e mais tarde, a celebração da missa, onde os elementos da Banda Filarmónica entoaram os cânticos, acompanhados ao órgão por Teresinha Galhano. No final da Eucaristia teve lugar a procissão, acompanhada pelo andor de Santo Cristo.
Já durante a tarde, a Banda Filarmónica presenteou a população com um concerto, e à noite o conhecido artista «Saúl» abrilhantou o espectáculo musical, que contou ainda com a actuação do conjunto “Oasis”. Não faltou a sessão de fogo-de-artifício, e o bar aberto.
«A parte profana e de divertimento correu muito bem. Estreamos um palco que é da freguesia, e que foi cedido por uma mordomia do Santo António, e dos mordomos da tourada», explicou ao Cinco Quinas, Vitor Galhano.
No dia 4 voltou-se a celebrar a missa, acompanhada pelo Grupo Coral da Guarda, “Pedras Vivas”. Já durante a tarde, este grupo egitaniense proporcionou um concerto a toda a população. «As pessoas ficaram embevecidos porque foi-lhes servido um grande espectáculo», comentou o mordomo, referindo que: «Ao final da tarde, e para fecharmos com chave de ouro, tivemos desde as 6 da tarde, um porco no rodízio, oferecido pela mordomia.» À noite, e para encerramento dos festejos, foi a vez de o conjunto “RaioX”, subir ao palco.
«Ultrapassamos todos os objectivos que tínhamos previsto», referiu Vitor Galhano, que salientou: «É notório que a freguesia guarda um grande respeito, e uma grande devoção pelo Divino Santo Cristo da Nave. Muito pródigos nas suas dádivas, oferendas e ofertas que revertem a favor da festa, e que são aplicadas, nas sobras inerentes que houver, a favor dos bens de alma dos irmãos falecidos.»
«Vamos fazer todos os possíveis para que a festa se mantenha, para que a tradição continue a ser alimentada.É uma festa com uma tradição muito grande», elucidou, revelando que nestes dias houve uma «grande afluência de pessoas vindas de longe, inclusivamente da Beira Baixa»
«A festa correu muito bem. Fizemos o melhor que pudemos, desde a orientação, à organização, até ao final da festa. Correu tudo na perfeição. Há coisas que foram pensadas e organizadas de inicio, e outras que saíram na casualidade. Esperamos que os novos mordomos façam igual, ou melhor que nós, para o ano que vem», afirmou visivelmente satisfeito José Fernandes, explicando que, na divulgação desta festa: «Fizemos uma divulgação por todo o distrito. Houve pessoas vindas de muitos sítios».
Os mordomos para o próximo ano já estão escolhidos, e como manda a tradição, dois deles encontram-se a residir no país, e os outros dois no estrangeiro. Assim sendo, Francisco Correia, João Malcato e sua tia, bem como Conceição Nobre são os organizadores da próxima festa de Maio. "

Por: M. D. 2008-05-30
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Notícia do Jornal 5 Quinas - Centro de Noite da Nave


Transcrevemos a notícia publicada no dia 28/7/2008, no conceituado periódico do Sabugal:

"Nave - Centro de Noite da freguesia prestes a abrir "

"O Centro de Noite da Associação Social de Idosos do Divino Santo Cristo da Nave vai abrir na próxima sexta-feira, dia 1 de Agosto. Com uma ocupação para 15 utentes, ainda restam vagas por preencher na Instituição.
A freguesia da Nave vai dispor, já a partir do próximo mês, de uma nova valência na Instituição Particular de Solidariedade Social (IPSS) presente na freguesia. O Centro de Noite da Associação Social de Idosos do Divino Santo Cristo vai abrir na próxima sexta-feira, dia 1 de Agosto.
Em declarações ao Cinco Quinas, José Manso, presidente da Associação, referiu que «as pessoas que estiverem interessadas em fazer a sua inscrição para o Centro de Noite, podem ainda fazê-las», isto porque segundo ele, restam vagas por preencher, das 15 existentes para os utentes.
José Manso adiantou ainda que as obras não ficam por aqui, e «logo de seguida haverá pequenas ampliações para passar a lar», que terá, posteriormente, uma capacidade para perto de 40 utentes."
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Simbologia do Brasão da Nave

A pá de padeiro - Em memória dos inúmeros fornos de pão da vila da Nave.
As espigas de trigo - Símbolo da riqueza e tradição cerealífera local.
O cacho de uvas - Relevando também a abundância de vinhas nestas terras.
As chamas de fogo - Em memória do incêndio provocado pelos Castelhanos, no século XVII, que arrasou grande parte da povoação.
Escudo de verde - Em representação da fertilidade dos campos da Nave.
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6 de Ago de 2008

Olá Amigos da Nave-Sabugal !

Um grupo de conterrâneos da Nave decidiu criar este BLOG, para assim partilharmos amizades, notícias, mensagens, fotos e tudo o mais que queiramos, que tenha a ver com a nossa terra e as suas gentes.

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Se é da Nave, seja bem-vindo(a), e se não é, seja também !
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